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Do carpaccio ao pappardelle

  • Foto do escritor: Rosane Queiroz
    Rosane Queiroz
  • 8 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura


A culinária italiana do Pippo Restaurante, em Paraty, conduz a uma verdadeira viagem pelos sentidos, do paladar aos aromas. Todos os pratos do cardápio, aliás, levam o nome original, levando a um passeio ainda mais autêntico pelos sabores da Itália.


Pappardelle se escreve com dois p. Que ninguém se engane. A grafia da massa larga, de cinco centímetros, no menu, não deixa dúvidas.


Ao se acomodar em uma mesa do salão principal, não deixe de olhar para cima. A visão das cerâmicas sicilianas que pendem do teto, criam um cenário meio surrealista, e lembram a terra do chef e restaurateur Basílio Muscara, mais conhecido como Pippo (também com dois p).


Pippo propõe em seu restaurante, dentro da Pousada do Sandi, uma viagem pelos sabores do Mediterrâneo, inspirado na culinária genuína de seu povo pescador e campesino. Vieiras, vôngoles, camarões e outros frutos do mar, além dos peixes, recebem ali um tratamento delicado, assim como as carnes e as massas artesanais, metade delas preparadas na casa.



Paixão por Paraty


Em um verão, Pippo descobriu o Brasil e Paraty, praticando pesca submarina. Acabou fisgado pela cidade histórica, onde escolheu viver, há 28 anos. “Gosto da dimensão humana de Paraty. Aqui todos se encontram, se falam, não existe solidão”, diz ele.


Um dos pratos mais pedidos é o Ravioli dello Chef, uma massa negra com tinta de lula, recheada com peixe, vieiras e camarões. Foi o que escolhi, sem nenhum arrependimento. Outra boa pedida foi o robalo grelhado com lascas de batata e abobrinha, super fininhas e crocantes.



Também com tinta de lula, o menu destaca o Tagliolini alla donna Santrina, em homenagem a Sandra Foz, proprietária da Pousada do Sandi. A massa leva ovas de peixe, camarões e bottarga. Os peixes são “de primeira linha”. “Quase sempre robalo, badejo e garoupa”, diz Pippo, ressaltando que ele mesmo traz boa parte dos pescados de suas incursões de pesca na baía de Paraty.


Na entrada, o Carpaccio de Polvo é o que há. No menu de sobremesas, o dilema se estabelece entre a Panacotta de Baunilha e o Tartufo de Chocolate amargo. A carta de vinhos tem bons achados como o Chardonnay San Telmo, de Mendoza, ou o Penedo Borges, Malbec, também argentino, com 14,5% de graduação alcóolica. Raríssimo.


Para quem busca um bom restaurante italiano em Paraty, fica a dica. Ao fim da noite, no céu da boca, predominam os sabores delicados e a textura peculiar que Pippo procura imprimir em cada prato. Mais do que com dois p, tanto o Pappardelle, como o Ravioli, o Spaghetti, entre outras iguarias, ali, são pratos com P maiúsculo.



Fotos: @arapa

@oscincosentidos

@rosanequeiroz


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